22.10.26

Subjetivar é Manipular


Em uma sociedade moldada por mentiras, manipulação acaba sendo mais uma imputação contra um desafeto do que realmente a descrição de algo que acontece no mundo real. No texto Manipular Pessoas e Grupos, as técnicas que envolvem implantar emoções, provocar o isolamento e controlar a narrativa, não trazem exemplos concretos justamente para que estereótipos não limitem a percepção dessas aplicações [como fazem os “psicólegues” para modelar um conjunto de linguagem contra seus desafetos, especialmente os conservadores com religião declarada e contrários às revoluções culturais]. Porém, na internet, os resultados para pesquisas relacionadas ao assunto em mecanismos de busca tendem a apontar para sites de instituições de saúde mental que são abrangentes a respeito das características de como acontecem as manipulações, tornando as coisas mais vagas e passíveis de sugestionamentos, ao invés de delimitar mecanismos de operação ou coisas que realmente possam identificá-las.

Características imprecisas

Manipulares são colocados como inocentes, inconsistentes no diálogo (mudar de assunto repentinamente), enganadores (que falam através de meias verdades) e que geralmente induzem culpa em outras pessoas, onde a solução para isto se resumiria em afastar-se de pessoas assim, pensar mais antes de responder a um manipulador, procurando dizer “não” com autoridade, elencando consequências para ela enquanto respeita seus próprios limites [o que é uma completa bobagem para quem realmente sabe manipular]. Aqueles que se valem de técnicas de manipulação de maneira intencionada não necessariamente são reconhecidos por tais descrições. Há quem manipule com agressões psicológicas, ao invés de físicas, ou utilizem pensamentos de calda longa, que não são infundados, para subverter (dizer que algo ruim é bom ou erodir valores morais). Projetar culpabilidade é o aspecto mais comum, embora não signifique culpar alguém, pois, sempre podem dizer que o outro é o que não é para, assim, dizer que são. Em outros termos, chamam alguém disso ou daquilo para que seus atos contra ele possam ser legitimados [como quem chama outra pessoas de “fascista”, sem saber o que é, apenas para agredi-la com o restante dos imbecis que a legitima, revelando um comportamento de matilha, como caninos, animais que são].

Esses sites, que deveriam ser mais cautelosos, tendem a transmitir informações resumidas, que podem ser facilmente alvo de projeções inconscientes, ou seja, quando a pessoa tende a completar lacunas informacionais através de processos mentais involuntários (dados por Gestalt), aproximando as poucas descrições dispostas em acontecimentos dados ao longo de muito tempo — o que é próprio do sugestionamento.

Efeito prático do sugestionamento

Quando uma pessoa é sugestionada, ela adere, muitas vezes cegamente, à sugestão, passando a se sentir compreendida, apropriando-se da informação como reflexo daquilo que acredita ser verdade. Se este fenômeno acontecer com mais pessoas, além desses efeitos, ela também sentirá pertencente à um grupo [e a solução contra a manipulação se torna a própria manipulação — que irônico], podendo adotar uma mentalidade restrita àquela coletividade, mais apta às influencias naqueles limites, do que qualquer outra informação que lhe seja transmitida de um meio, agora, considerado externo.

Não é incomum observar comentários de pessoas que dizem ter tido pais narcisistas, que são manipuladores, mas tão somente por eles não aceitarem seus comportamentos, especialmente as rebeldias [como esse bando de radicais, que acham que são donos da verdade, mas que não passam de idiotas úteis, servindo ao sistema que lhes deu causa, como os comunistas e os nazistas], onde a intenção não era manipular, mas educar, buscando oferecer um bem incompreendido, como uma lição ética [que é boa desde Platão até agora, mas que os imbecis rejeitam, como pérolas atiradas aos porcos]. Ao contrário, podem existir genitores, que são “pais” por força da palavra, mas não pelas ações concretas, que ao invés de observarem seus filhos como indivíduos, apenas os admitem como extensões de si mesmos — sendo uma das características básicas do narcisismo.

Para entender um assunto, é preciso sempre observá-lo com profundidade, ainda que em nível de curiosidade, motivo pelo qual nem isto aqui, nem aquilo que há em outros sites resumidos, poderiam ser verdades por si só sem que tenham recebido o devido tratamento e sendo apresentadas mais informações que possam demonstrar os porquês de modo a causar, daí, uma liberdade à compreensão ao invés de um aprisionamento, uma vez que tal pode ser tão somente abstrato, funcionando mais como um suporte de projeções ao invés de formação de consciência.

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