Existem apenas três técnicas para que isto seja feito e todas elas são intercambiáveis, significando que podem ser usadas, juntas ou separadas, no começo, no meio ou no final de uma operação de manipulação, conforme a necessidade ou circunstância. Todavia, o sucesso depende da objetividade e capacidade de manter o alvo sempre sob influência. Técnicas que se resumem em implantar emoções, provocar o isolamento e controlar a narrativa, conforme serão apresentadas resumidamente [para não dar ideia aos psicopatas] ao longo dessa curta exposição.
Necessidade ou circunstância são pretextos, evidentemente, para alienar pessoas ou mesmo grupos, como acontece em determinados partidos políticos ou seitas [sendo tolice não perceber que são iguais], para que seus líderes possam continuar sempre obtendo os privilégios decorrentes da manipulação que realizam. Portanto, se um manipulador diz ser necessário, ou que em determinado momento é preciso, não faz senão tento em vista cumprir seu objetivo.
Sobre a objetividade, mesmo que sejam vários os objetivos ou apenas um, as manipulações acontecem de diversas formas, que se fossem descritas por linhas simples, ora seriam como retas, ora como curvas, às vezes pontilhadas, mas nunca sem um destino concreto. Essas formas, geralmente dinâmicas, acontecem em decorrência da capacidade de manter o alvo, a pessoa ou grupo, sempre sob influência [como as promessas políticas que nunca se cumprem — e o manipulado sempre acredita que serão cumpridas depois de mais um voto de confiança, mesmo que tenha sido 10º já concedido], quando é possível entender que fazem isso através do implante emocional, isolamento provocado e controle de narrativa.
Implantando emoções
Imagine alguém, que não estava triste, porém, depois de assistir a um filme no cinema, sai da sessão chorando, emocionado ou reflexivo. Igualmente, aqueles que forem suscetíveis, poderão ser manipulados através de uma implantação emocional. Existem critérios a respeito da suscetibilidade, mas que não vem ao caso, pois os efeitos causados por um filme não diferem daqueles que qualquer manipulador possa desempenhar [como um político corrupto, que fala que os outros são exatamente o que ele é, ou como um padre, que privando os fieis da real doutrina religiosa, cometer e induz os piores práticas — muitas vezes para apoiar aquele político corrupto]. Entre as emoções, destacam-se o medo, o ódio e a ganância, que são exploradas a depender do alvo, também levando em conta a necessidade ou circunstância, que são pretextos, tão somente.
Tecnicamente, para implantar uma emoção, excluindo-se os critérios de suscetibilidade, que podem ser também incutidos em nível de isolamento ou narrativa, o alvo precisa ser provocado, seja de maneira racional ou instintivamente. Mesmo as pessoas mais inteligentes e cultas, se fisgadas pelas emoções, podem ser manipuladas [como acontece no academicismo, onde um bando de ignorantes, com complexo de inferioridade, subverte a ciência para afirmarem suas crendices mais idiotas], bastando ao manipulador conduzi-las de acordo com aquilo que são mais propensas. Por exemplo, tendo medo de serem rejeitadas por uma determinada comunidade, o manipulador consegue subvertê-las através de um grupo já isolado, que tem valores que aquelas pessoas não concordam, mas que vão admitindo por precisarem do apoio que somente os membros daquela organização poderiam conceder. Um valor pode ser também outra implantação emocional, como o incentivo ao ódio, utilizado para manter o grupo cada vez mais alienado. Pense que aquela organização está repleta de problemas, mas que, para que o manipulador não seja cobrado, ele canaliza aquelas pessoas a odiarem algo externo, fazendo com que deixem de perceber a realidade que as cerca para focar em um inimigo, mesmo que seja irreal. Igualmente, se alguém desta organização já não consegue ser conduzida pelo medo, muito menos pelo ódio, pois não acredita nesse inimigo que ele mesmo pode ter ajudado a criar, certamente o manipulador utilizará a ganância contra ele, promovendo-o, exaltando-o, de forma que ele novamente se encontre sob sua influência, mas, agora, sentindo-se mais importante, com alguns poderes para fazer o que o sua chefia também faz.
Provocar o isolamento
Outra questão técnica é que a manipulação só funciona através de um isolamento, podendo ser natural, como limitações geográficas, ou provocado, tanto física quanto mentalmente [e o artificial, aqui, pode ser o “novo natural” a depender do nível de alienação sofrida pela pessoa, geralmente um jovem que despreza os bons pais para ficar com sua turminha de ideólogos emburrecidos]. Ou seja, mesmo que os espaços físicos não sejam fechados, o manipulador, novamente excetuando pormenores relacionados à suscetibilidade, consegue determinar limites mentais em um alvo, aprisionando-o por implantes emocionais ou através do controle de narrativa.
Uma das maneiras mais abrangentes de provocar o isolamento é permitir que todas as pessoas, cada qual em seu lugar de preferência, concentrem-se em uma única fonte de informação, como acontece com as emissoras de televisão, cujos espectadores são praticamente toda população de um determinado país ou civilização, como acontece muito na Europa [que absurdamente não percebem que são manipulados todos os dias através do controle de narrativa e/ou implantação de emoções] ou mesmo no Brasil [quando sua maior rede de TV é detestada por tantos, mas que, por estes mesmos, acaba sendo assistida — o que, para além de incoerência, pode ser um nítido atestado de demência coletiva].
Entretanto, o isolamento provocado mais comum é através de espaços físicos limitados, somados à ideologias que possam cumprir não uma verdade, como os rigores de uma corporação, que trabalha em proveito da sociedade, como devem ser os policiais e bombeiros, mas de uma vontade exclusiva, emanada tão somente do manipulador, ainda que posta em prática por subalternos [geralmente pessoas que já não se envergonham de compactuarem com imoralidades, pois se tornaram tão desprovidas quanto o calhorda que creem ser outro messias — ou algo do tipo]. Nas corporações, a mentalidade incutida, por mais severa que possa ser, observa as reais necessidades e circunstâncias de uma população, e o medo, o ódio e a ganância são revertidos em bravura, virtude e esperança em benefício não de um manipulador, mas das vítimas de assaltos e incêndios, por exemplo. Um dos casos mais emblemáticos de manipulação, que obteve seu sucesso através de um isolamento provocado, é o da “Família”, liderada por Charles Manson, conforme descrito na obra “Helter Skelter”, de Vincent Bugliosi e Curt Gentry.
Controle de narrativa
Geralmente o controle de narrativa é utilizado para manter o alvo preso à alguma emoção implantada, cujo grau de eficácia é percebido pela capacidade de quem sofre a manipulação abstrair-se da realidade [como as feministas, que apoiam o regime do aiatolá iraniano só para fazer uma oposição cega e banguela ao governo israelense, quando, na verdade, os iraniano odiariam saber de expressões como “meu corpo, minhas regras”, pois tudo isso lá se resolve na base da burca, a priori, e pedradas, a posteriori]. A suscetibilidade, que não será observada novamente por ter critérios mais extensos, pode ser suplantada sempre que uma pessoa é levada da razão à emoção, do intelecto à instintividade em suas ações. Também, em nível de pensamento, o controle de narrativa provoca isolamento e, quando estruturas mentais são delineadas, muito facilmente é possível determinar o que é aceitáveis enquanto ideia, assim como o que é desprezível e merecedor de todo o ódio. Raramente os delineadores não são medos projetados; quando não são, também não é difícil observá-los como aspectos gananciosos.
Diagrama experimental
Para melhor explicar como é dada a manipulação de pessoas e grupos, observe os conjuntos abaixo, onde: “i.e.” é implantar emoções; “p.i.” provocar o isolamento, e; “c.n.” é controlar e narrativa. Todas três técnicas, neste caso, relacionam-se com o “alvo”, mas não todas as interseções, pois um “x” ou dois, dependendo da estrutura observada, mantém relacionamento, enquanto “y”, como se nota, mantem-se fora da relação [igualmente os subalternos de manipuladores, que sempre serão excluídos dos grandes prazeres que somente o manipulador pode usufruir, como acontece com políticos e líderes de seitas]. O que eles significam depende muito de como das técnicas praticadas.


3 leitores opinaram:
Conhecendo agora o blog. Sei quase nada de controle mental essas coisas, mas deu pra entender que a coisa é séria. Com certeza é isso que deixa o povo aqui cada vez mais burro.
Parabéns pelo site! Aguardando novas postagens.
Professor Olavo já dizia que a primeira vítima da manipulação cultural é a própria percepção da realidade. Dizer que a grama é azul e o céu é verde parece besteira, só que faz um estrago kkkkk...
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